Escrevi em prosa porque tenho pouco a dizer

Quando eu era pequeno tive uma namoradinha, Elisabete, era como se chamava. Eu não lembro se quando a pedi em namoro tinha rosas, se foi em algum lugar especial da escola ou se disse algo bonito, ou se, de fato, alguém fez um pedido oficial, mas eu lembro da mãe dela dizendo: "eles são tão … Continue lendo Escrevi em prosa porque tenho pouco a dizer

O cadáver da casa nº260

— Você falou que quando chegou ele já estava assim? — Isso, próximo ao sofá. — Como? — O cadáver estava em decúbito dorsal, com os braços estendidos, olhos fechados e a boca aberta como quem deu um último brado na luta contra a morte, fora derrotado. — Sim... fazia tempo que ele vinha fraco, … Continue lendo O cadáver da casa nº260

O sarau que sarou o ego

Havia uma luz azul projetada em direção ao microfone e ao banquinho que receberia os escritores, músicos e poetas. Nas paredes, barbantes penduravam fotografias, vinis e frases aleatórias impressas em papeis recortados, dançando a mercê do vento. Em um banquinho próprio repousava uma Olivetti Studio 45, que fechava sutilmente o toque vintage daquela noite de … Continue lendo O sarau que sarou o ego